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Marketing nutricional – sabe mesmo o que compra?

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Atualmente, a preocupação com a alimentação é cada vez maior e surgem inúmeros alimentos novos todos os dias nas grandes superfícies com o intuito de captar a atenção de quem tem este tipo de cuidado. Mas serão realmente estes alimentos nutricionalmente melhores do que os previamente existentes? Veja abaixo a opinião da nutricionista do Liberty, Lúcia Miranda.

É neste ponto que entra a capacidade crítica de cada um no que diz respeito à compra de determinados alimentos e que em muito passa pela análise dos rótulos alimentares.

Nestes, é fundamental ter em conta vários pontos:

- Lista de ingredientes: Estas querem-se o mais curtas possíveis. Quanto maior, mais processado o alimento. Os ingredientes são descritos por ordem decrescente, estando em primeiro lugar os que estão em maior quantidade. Um alimento que nos primeiros 4-5 ingredientes apresente açúcar, xarope de glicose, mel, frutose, maltose, óleo de colza ou de palma ou outro similar, não vai ser nutricionalmente muito interessante.

- Condições de conservação: Como deve ser conservado o alimento até ser ingerido para não perder as suas propriedades.

- Lista de alergénios: Trata-se de ingredientes que podem desencadear uma reação alérgica em pessoas sensíveis aos mesmos, como o leite, amendoins, peixe, soja, frutos de casca rija, entre outros.

- Porção de alimento: A porção serve para calcular a informação nutricional da quantidade de alimento que efetivamente vai ingerir, visto que na tabela da composição nutricional a informação vem muitas vezes apenas por 100g.

- Informação nutricional: Esta informação é obrigatoriamente apresentada por 100g de produto. Inclui o valor energético (Kcal e KJ) e a quantidade, em gramas, de hidratos de carbono (e dos quais açúcares), gorduras (e das quais saturadas), proteínas, sal e fibras.

- Alegações nutricionais: light, magro, 0% gordura, rico em determinado nutriente, etc. Estas alegações só podem ser feitas no rótulo se o produto cumprir regras específicas.

Muitas vezes é no ponto das alegações nutricionais que o consumidor é enganado, pagando mais por produtos que são muito semelhantes aos já existentes. Assim, é fundamental comparar a informação nutricional de diferentes produtos para perceber se compensa pagar mais, às vezes, por quantidades insignificantes de determinado nutriente.

Por exemplo, frequentemente alimentos “com redução de açúcares” têm mais gordura do que as versões originais para compensar o sabor, ficando, por fim, com tantas ou mais calorias que o produto original.

Se verdadeiramente se importa com o que come, não descure e invista 2 minutos do seu tempo no momento da compra a ler os rótulos alimentares, de forma a fazer as escolhas mais conscientes e informadas do que vai meter à boca, porque, tal como dizia o Dr. Emílio Peres, “somos o que comemos”.